sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vícios de linguagem; o que são e como eliminá-los.

Oi pessoal,
Já tem algum tempo que tenho procurado artigos na internet sobre vícios de linguagem que é uma coisa que me incomoda bastante. 
Depois de ter pesquisado bastante não só como eliminá-los do meu vocabulário mas também o que são e como surgiram resolvi fazer este post pra vocês, pra que possam entende-los e se, assim desejarem, tirá-los completamente da vida de vocês, porque não tem coisa mais bonita que uma pessoa que não usa vícios de linguagem e acreditem, é nitidamente perceptível.



Este assunto é muito importante para você que aspira ser um palestrante ou deseja apresentar um trabalho sem as antipáticas repetições viciosas.
Leia essas dicas preciosas e fale em público com naturalidade e entusiasmo, como se estivesse falando para um grupo de amigos. 


1 - O que são:
São palavras ou construções que vão de encontro às normas gramaticais. Os vícios de linguagem costumam ocorrer por descuido, ou ainda por desconhecimento das regras por parte do emissor.

2 - Quem são:


  • “né”, “tá”, “daí”, “certo”, “ok”, “então”, “bom”, “é...”, “ih”, “assim ó”, “vejam bem”, “vocês estão me entendendo”, etc.:
  • Estas são muletas de linguagem que devem ser evitadas “a gente”: Para substituir eu ou nós, soa muito indefinido e generalizado.
  • “gostaria”: Forma no futuro do pretérito que dá um sentido de condicional - parece que você quer, mas não quer.
  • “acho”: Como diz o ditado, quem acha está procurando. Substitua por: “eu penso”, “eu acredito”, “creio que”.


Essas repetições tornam sua apresentação insuportável, de tal modo que, após alguns minutos, o público começa a contar quantas vezes você repetiu aquele cacoete, desviando a atenção do tema e causando desinteresse.

3 - Quando acontecem e como eliminá-los:

Quando você não conhece ou não domina o assunto. Então, a lentidão para se pensar no que será dito logo em seguida provoca esses vícios repetitivos.
O antídoto para eliminar essas repetições é, em primeiro lugar, saber que você possui esse cacoete.
Como saber?
Novamente a dica é: grave sua apresentação e corrija as repetições. Assim, você vê os “erros” de seu vocabulário e, imediatamente, passa a corrigi-los.
Não cite palavras estrangeiras que você não conhece. Se for necessário citá-las na sua apresentação, aprenda, antecipadamente, a pronúncia correta.

Se estiver disposto a participando de um curso de oratória que você começa a conhecer as técnicas do falar em público e a interagir com elas.
Falando nisso, uma ótima técnica para eliminar os vícios de linguagem é fazer uma pausa de um segundo entre uma frase e a outra. Outra dica é pensar na repetição que você faria e ficar em silêncio, sem citá-la.
O efeito dessas palavras repetitivas é terrível: basta que alguém já tenha o escutado uma vez para que seja conhecido para sempre pela negatividade das repetições.

4 - Tipos de vícios:

Pleonasmo Vicioso ou Redundância

Diferentemente do pleonasmo tradicional, tem-se pleonasmo vicioso quando há repetição desnecessária de uma informação na frase.

Exemplos:

Entrei para dentro de casa quando começou a anoitecer.
Hoje fizeram-me uma surpresa inesperada.
Encontraremos outra alternativa para esse problema.

Observação: o pleonasmo é considerado vício de linguagem quando usado desnecessariamente, no entanto, quando usado para reforçar a mensagem, constitui uma figura de linguagem.

Barbarismo

É o desvio da norma que ocorre nos seguintes níveis:

1) Pronúncia

a) Silabada: erro na pronúncia do acento tônico.

Por Exemplo: Solicitei à cliente sua rúbrica. (rubrica)

b) Cacoépia: erro na pronúncia dos fonemas.

Por Exemplo: Estou com poblemas a resolver. (problemas)

c) Cacografia: erro na grafia ou na flexão de uma palavra.

Exemplos:

Eu advinhei quem ganharia o concurso. (adivinhei)
O segurança deteu aquele homem. (deteve)

2) Morfologia

Exemplos:

Se eu ir aí, vou me atrasar. (for)
Sou a aluna mais maior da turma. (maior)

3) Semântica

Por Exemplo: José comprimentou seu vizinho ao sair de casa. (cumprimentou)

4) Estrangeirismos

Considera-se barbarismo o emprego desnecessário de palavras estrangeiras, ou seja, quando já existe palavra ou expressão correspondente na língua.

Exemplos:

O show é hoje! (espetáculo)
Vamos tomar um drink? (drinque)

Solecismo

É o desvio de sintaxe, podendo ocorrer nos seguintes níveis:

1) Concordância

Por Exemplo: Haviam muitos alunos naquela sala. (Havia)

2) Regência

Por Exemplo: Eu assisti o filme em casa. (ao)

3) Colocação


Por Exemplo: Dancei tanto na festa que não aguentei-me em pé. (não me aguentei em pé)

Espero que tenham gostado e até a próxima!



Fontes: 
http://www.acaciogarcia.com.br/artigos/como-evitar-repeticoes-e-vicios-linguagem-em-sua-palestra/
http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil11.php






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